
"Nem tudo que é gordura é ruim.Talvez você esteja ganhando omega-3"
pena que é só talvez
Este Blog é parte do trabalho de tutoria conjunta da disciplina de Bioquímica e Biofísica (121878) da Universidade de Brasília (UnB), 2º semestre de 2008. O objetivo deste é a difusão do conhecimento a respeito de ácidos graxos e mais especificamente dos ácidos graxos trans e ômega 3 e 6. Agradecemos a visita. PARTICIPANTES: Adriano Drummond de Abreu Barreto; Bruno Lelitscew da Bela Cruz Faria; Lucas Machado Barbosa de Lelis;


Ômega-3 na dieta dos vegetarianos
As quantidades de ômega 3 e 6 ingeridas deve ser sem dúvida um dos pontos principais no planejamento nutricional de qualquer pessoa.Contudo quando se trata dos vegetarianos essa atenção deve ser redobrada.
Nessas pessoas que optam pela não ingestão de nenhum tipo de alimento de origem animal nota-se um desequilíbrio entre a quantidades ingeridas de Omega 3 e Omega 6.Estudos indicam q os vegetarianos têm uma alimentação mais rica em omega 6 em detrimento de omega 3.Como a proporção ingerida entre esses dois tip
os de gorduras é fundamental para a homeostase do organismo o nutricionista deve ter atenção especial na elaboração do cardápio dos vegetarianos.
O profissional fazer uma dieta com pelo menos

Os Ácidos graxos são classificados em saturados (sem dupla ligação), monoinsaturados (com uma dupla ligação) e poliinsaturados (com duas ou mais duplas ligações). É nessa ultima classificação que entra os ômega 3 e 6. Esses ácidos auxiliam a diminuir os níveis de triglicerídeos e colesterol total, enquanto que o excesso deles podem retardar a coagulação sangüínea. Eles são ditos essenciais pois não são produzidos pelo organismo. Um erro comum é associar os lipídios ômegas 3 e 6 somente a uma estrutura química. Essa terminologia é associada a uma família de ácidos graxos como no caso dos ácidos alfa-linolênico, eicosapentaenóico e docosahexanóico,da família ômega 3 e os acidos linoléico e araquidônico,da familia omega 6.
As séries aω-3 e ω-6 e seus derivados originam-se dos ácidos cis-linoléico e linolênico, respectivamente. Eles não podem ser produzidos endogenamente pelos seres humanos, devido à falta das enzimas dessaturases delta 12 e delta 15. A nomenclatura ÔMEGA (ω) é definida segundo a numeração do carbono associada à primeira dupla ligação (3º, 6º ou 9º), a partir do radical metila. Assim se a nomenclatura IUPAC tem como referência o radical carboxila a nomenclatura ÔMEGA se baseia na extremidade oposta. O ácido linoléico (ω6) está presente de forma abundante nas sementes de vegetais e nos óleos que elas produzem como o óleo de milho, açafrão, algodão, soja e girassol. O ácido linolênico (ω3) que também está presente em alguns óleos vegetais, ainda que em menor proporção que o ácido linoléico é encontrado em castanhas e sementes de linhaça. Já os óleos de peixe e marisco são ricos em ácido docosahexaenóico (DHA) e ácido eicosapentanóico (EPA) derivados do ω3.
Além de possuírem alto valor energético, os ácidos graxos essenciais têm grande importância atualmente pelo seu papel farmacológico. Eles participam de reações inflamatórias, estão diretamente relacionados à resistência imunológica, distúrbios metabólicos, processos trombóticos e doenças neoplásicas. Por outro lado, os ácidos graxos polinsaturados por possuírem em sua estrutura química duplas ligações, são alvos preferenciais à peroxidação lipídica, resultando em radicais livres lesivos aos tecidos.
Postado por: Adriano Drummond
Referências: